sábado, 25 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Pais, seus filhos podem estar sofrendo ou praticando cyberbullying.
Quem
algum dia já passou pela escola, com certeza se lembra do terrível bullying,
intimidação ou comportamento agressivo com o intuito de humilhar algum colega.
O termo inglês bullying, deriva de “valentão”, não
possui tradução possível para o português, e engloba todo tipo de agressão ou
intimidação com o intuito de humilhar uma pessoa. Quem não sofreu bullying certamente se lembra de algum colega
que sofreu.
Apesar
de ser um termo novo no Brasil, o bullying não é atual e não acontece somente na
escola, também é encontrado nas universidades, no ambiente de trabalho e na
vizinhança, porém, sendo mais comum entre os adolescentes. A má notícia é que
essa forma de intimidação transpôs as barreiras das escolas e chegou ao meio
virtual, com o nome de cyberbullying.
Agressores se escondem no anonimato
Uma
das diferenças do cyberbullying é a suposta vantagem que o agressor
possui pelo anonimato que a Internet pode oferecer. A preocupação de
professores e famílias reside no fato de que os insultos virtuais podem se espalhar
rapidamente, contaminando todas as pessoas que conhecem a vítima.
Na
Internet, as calúnias circulam através de redes sociais, e-mails, vídeos, blogs
e fotologs, mensageiros instantâneos, entre outros, com uma velocidade muito
maior do que teriam fora do mundo virtual. Os insultos podem assumir a forma de
calúnias, ofensas, perseguições, rumores, boatos maldosos e imagens forjadas
sobre a vítima.
É
possível alguém espalhar e-mails e mensagens instantâneas fazendo-se passar por
outra pessoa, insultando e disseminando intrigas e fofocas. A principal rede de
relacionamentos acessada no país, o Orkut, é utilizada para expor pessoas de
forma vexatória, através de comunidades ofensivas, divulgação de fotografias ou
vídeos feitos sem o consentimento da vítima, entre outros.
Além
das ofensas direcionadas a outros colegas, também há comunidades e tópicos
criados nas redes de relacionamento, manifestando repúdio às autoridades da
escola e professores, utilizando palavras de baixo calão e xingamentos. As
escolas podem identificar e punir os alunos envolvidos.
O cyberbullying em jogos on-line pode ser detectado em
jogos como o Counter Strike, quando alguém envia intencionalmente mensagens
hostis a outro jogador ou perturba a sua participação no jogo. Há casos em que
um jogador ataca os inimigos que outro jogador está tentando matar, impedindo-o
de avançar no jogo, atitude conhecida como roubo de presas.
Atenção, pais! De olho no acesso à Internet
A
maioria das escolas não permite o acesso a sites de relacionamento e chats nas
dependências dos laboratórios de informática, mas não tem controle sobre o uso
que os alunos fazem fora do ambiente escolar.
Portanto,
se os filhos acessam a Internet em casa, cabe aos pais monitorar o seu acesso à
rede mundial de computadores.
É
muito importante que os pais consigam detectar se seus filhos podem ser vítimas
ou até mesmo praticantes de cyberbullying, para evitar a reincidência
desse tipo de comportamento ou auxiliar o adolescente a lidar com a situação.
Monitore
o acesso que seus filhos fazem na Internet mantendo, por exemplo, o computador
em um local da casa de grande circulação.
Cuidado com a
privacidade
Assim
como fora do mundo virtual, dentro da Internet os cuidados com exposição
pessoal devem ser muito grandes. A divulgação de telefones, e-mails e endereços
devem ser evitados, assim como a exposição de fotografias e vídeos pessoais.
Quem se expõe demais na Internet corre mais risco de ser alvo de ofensas e
piadas maldosas.
Existe
uma série de sites e blogs dedicados à exposição das chamadas “pérolas” dos
sites de relacionamento, onde muitas vezes as personalidades não são
preservadas e as vítimas se tornam motivo de piada rapidamente. Em sites de
relacionamento, evite divulgar fotografias ou vídeos seus e de sua família, ou se
divulgar, apenas para pessoas nas quais confia.
Para proteger suas fotografias no Orkut,
por exemplo, você pode alterar a privacidade das imagens, restringindo
seus álbuns para serem vistos apenas pelas pessoas que estão adicionadas ao seu
perfil, ou até mesmo somente pessoas que você escolher.
Basta
clicar no botão “Alterar” abaixo do nome de cada álbum seu do Orkut, e escolher
os amigos ou grupos com quem deseja compartilhar suas fotografias. Quem não
estiver dentro desse grupo não verá seu álbum.
Tome
muito cuidado com seus logins e senhas de e-mails, mensageiros instantâneos
como o Windows Live Messenger e redes como o Orkut, não divulgue nem os
empreste para ninguém. Evite conversar com alguém pela Internet quando estiver
com raiva, pois você pode falar coisas das quais se arrependerá mais tarde.
O que fazer quando acontecer o cyberbullying?
O
primeiro fato que deve ser ressaltado é que o anonimato na Internet não é
absoluto. Todos os computadores conectados à rede mundial possuem um número que
pode ser rastreado, o seu IP. Mesmo se o acesso for feito através de uma lan
house, caso a mesma possua registro dos usuários, será possível identificar o
agressor.
Quem
sofreu agressão através da Internet pode preservar o maior número de provas
possíveis, tirando, por exemplo, screenshots das telas com e-mails,
mensagens ou fotografias ofensivas.
Essa
etapa é muito importante, pois o dinamismo da Internet permite que o conteúdo
possa ser tirado do ar ou ser mudado de endereço a qualquer momento.
Quem
se sentir ofendido com alguma coisa publicada na Internet pode fazer uma
notificação ao prestador de serviço de conteúdo, para que o conteúdo ofensivo
possa ser tirado do ar, porém, preservando as provas dos insultos.
Em jogos on-line...
A
maioria dos jogos on-line, como MMORPGs, possui um Game Master ou Admin, alguém
que fica responsável por zelar pela harmonia entre os usuários e auxiliá-los em
caso de problemas técnicos ou com outros jogadores. Se você se sentir
prejudicado ou ameaçado por outro jogador, contate o Game Master e avise-o
sobre o problema.
O
agressor pode ser punido ou até mesmo banido do jogo em questão. Lembre-se de
manter sua privacidade ao acessar esse tipo de jogo, não divulgando seus dados
pessoais para os outros jogadores. Existem relatos em todo o mundo de jogadores
que já sofreram ameaças em jogos on-line que já se tornaram casos reais de
polícia.
No Orkut...
O
Orkut possui uma política para evitar ofensas e agressões, que funciona através
de um mecanismo para denúncia de abusos. Porém, como a ocorrência de problemas
é grande, a filtragem do conteúdo não é efetiva. Caso você tenha tido problemas
no Orkut, recomenda-se que a página “Centro de Segurança”, na barra inferior do site, seja lida
atentamente.
Se o
conteúdo for considerado prejudicial, perigoso ou ofensivo, o Orkut pode
retirar o material do ar e manter sigilo sobre as denúncias feitas. Vale
lembrar que o site argumenta ser impossível o controle de todo o material
veiculado pelos usuários.
O
agressor pode ser punido ou até mesmo banido do jogo em questão. Lembre-se de
manter sua privacidade ao acessar esse tipo de jogo, não divulgando seus dados
pessoais para os outros jogadores. Existem relatos em todo o mundo de jogadores
que já sofreram ameaças em jogos on-line que já se tornaram casos reais de
polícia.
O
Orkut afirma, porém, graças à grande incidência de denúncias, que se esquiva de
analisar alguns casos e que o conteúdo será removido somente mediante ordem
judicial, que inclui ataques pessoais ou difamação, imagens ou linguagem
chocante ou repulsiva e casos de textos depreciativos de ordem política ou
social.
Se o
caso for muito grave, com as provas em mãos, procure uma Delegacia de Polícia
para ter orientações de como agir para registrar um boletim de ocorrência. Em
muitas capitais do Brasil, a Polícia Civil possui divisões de combate aos
crimes virtuais.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Divulgando a Cartilha do Projeto Criança pede Proteção, de Itapetininga - SP.
http://www.itapetininga.sp.gov.br/social/cartilha_forum.pdf
http://www.itapetininga.sp.gov.br/social/cartilha_forum.pdf
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Lembretes para prevenir acidentes domésticos com crianças.
Vale a pena relembrar que as crianças pequenas não sabem avaliar o perigo. Saiba como protegê-las dos perigos presentes em todas as casas.
Objetos perigosos
As crianças pequenas não têm capacidade para avaliar o perigo, qualquer objeto que encontram em casa pode transformar-se num brinquedo muito interessante.
Botões, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos pequenos, parafusos e até brinquedos com peças demasiado pequenas são uma atração irresistível para crianças até aos três anos, que gostam de levar tudo à boca. Mas consiste um grande perigo, pois as crianças podem engasgar-se e até sufocar.
Causas dos acidentes
Sabia, por exemplo, que as quedas são a principal causa de acidentes domésticos com crianças? Seguem-se os cortes, as queimaduras e as intoxicações.
Atitudes que podem salvar
Não se limite a proibir as crianças de fazerem isto ou aquilo; deve procurar ensiná-las e alertá-las para os riscos que certos atos envolvem, para que elas possam desenvolver a noção do que é o perigo e do que são comportamentos perigosos. Mesmo quando as crianças são pequenas e a explicação requer muita paciência.
E, sobretudo, dê o exemplo: as crianças imitam os adultos.
Sempre que necessário, explique à criança porque é que as suas ações lhe são permitidas a si e a ela não, apontando razões de idade, capacidade, responsabilidade, segurança, etc.
Cuidados com medicamentos
- Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças, em lugares altos e, de preferência, em armários ou caixas bem fechadas;
- Não tome, nem dê medicamentos sem prescrição ou orientação médica;
- Não deixe os seus medicamentos ao alcance das crianças e, de preferência, não os tome à frente delas, pois estas tendem a imitá-lo;
- Não use remédios cujo prazo de validade já expirou ou cujas embalagens estão deterioradas. Junte-os e os entregue na farmácia mais próxima.
Cuidados com escadas
- As escadas devem ter um corrimão de apoio e o piso não deve ser liso (escorregadio);
- Se tem crianças pequenas, principalmente se estão na fase de gatinhar ou a começar a andar, coloque proteções e barreiras (portões) em todos os acessos da casa às escadas;
- Não se esqueça de fechar as proteções e barreiras dos acessos às escadas depois de passar. Um portão mal fechado é como se não existisse.
Cuidados com janelas e varandas
- Coloque grades ou redes de proteção em todas as janelas e varandas. São as únicas formas de evitar acidentes graves em apartamentos. Uma porta ou uma janela aberta representam um grande perigo. Há muitas quedas de crianças em consequência de janelas e portas abertas.
Cuidados com piscinas, lagos, lagoas e até na praia
- Nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina, mesmo que esta seja própria para ela;
- Nunca deixe uma criança sozinha na piscina, seja em que circunstância for. Muitos afogamentos de crianças até aos 4 anos ocorrem porque os adultos se ausentam por “um minuto”, para atender o telefone, ir buscar o lanche, etc.
- Esteja atento às brincadeiras das crianças na água;
- Coloque braçadeiras ou coletes às crianças que não sabem nadar, mesmo quando elas estão a brincar ao pé da piscina. Se escorregarem e caírem para dentro da água estarão mais protegidas;
- Se tem piscina em casa, coloque uma vedação ou tela de proteção à volta, de forma a impedir que a criança tenha acesso à água.
Cuidados na cozinha
- Não deixe crianças sozinhas na cozinha;
- Guarde facas e objetos cortantes em locais pouco acessíveis;
- Não deixe tachos e panelas ao lume sem ninguém na cozinha e tenha especial cuidado com líquidos quentes, como sopa ou água a ferver, já que queimaduras com líquidos quentes são frequentes em crianças;
- Não deixe os bicos do fogão ligados quando acaba de cozinhar;
- Vire os cabos das frigideiras para o interior do fogão, para evitar que as crianças tentem pegar-lhes;
- Pode remover os botões do fogão quando este não estiver em uso;
- Guarde bem os fósforos, pois as crianças não têm medo do fogo e certas brincadeiras podem provocar incêndios;
- Torradeiras, bules, garrafas térmicas e outros equipamentos devem ser mantidos fora do alcance das crianças;
- Cuidado ao utilizar panelas de pressão. Cumpra sempre as indicações do fabricante;
- Tenha cuidado na utilização do gás no fogão. Acenda o fósforo antes de abrir o gás. Se o seu fogão tiver acendedor elétrico, acenda primeiro o gás, no mínimo, e só então acione o acendedor;
- Quando acender o forno, coloque-se de lado e não em frente do fogão;
- Use apenas toalhas, aventais e panos de tecidos naturais. Evite usar roupa de tecidos sintéticos e aventais de plástico quando está a cozinhar;
- Na utilização do aparelho de microondas não cubra alimentos com papéis metalizados nem coloque, no seu interior, louças com decoração prateada ou dourados (causam faíscas).
Cuidados com produtos de limpeza e outros produtos tóxicos
- Seja na cozinha, dispensa ou em qualquer outra divisão da casa ou no jardim, guarde estes produtos em locais inacessíveis a crianças e a animais;
- Há fechos e protetores (inclusive cadeados) que impedem a abertura de armários e gavetas da cozinha ou de outros locais;
- São produtos tóxicos, muitas vezes até inflamáveis, e a sua ingestão ou inalação pode ter consequências graves ou até fatais;
- Nunca coloque detergentes, lixívia, inseticidas ou pesticidas em garrafas de água de plásticas já usadas, porque as crianças podem ingerir o produto pensando ser água, resultando num acidente com grande gravidade.
Cuidados com eletricidade e tomadas
- Se possível, todas as tomadas devem ter ligação terra;
- Instale protetores adequados em todas as tomadas da casa, para evitar choques elétricos;
- Esteja sempre alerta, pois uma tomada tem uma atração especial para as crianças que estão na fase de gatinhar ou até um pouco mais crescidas, parecendo os locais ideais para tentarem enfiar os dedos e os mais variados objetos.
Cuidados com objetos pontiagudos ou cortantes
- Facas, tesouras, chaves-de-fendas e outros objetos perfuradores nunca devem ser dados às crianças para elas brincarem. Mantenha esses objetos em locais fechados e a que a criança não tenha acesso.
Cuidados com a tábua e o ferro de engomar
- Nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças. Além da alta temperatura, é perigoso pelo seu peso e pela ligação à eletricidade;
- Evite o uso de tábuas de passar roupa que possam ser puxadas para baixo.
Cuidados com armas
- Não tenha armas em casa. Se tiver, arrume-as ou guarde-as longe do alcance das crianças;
- Nunca tenha as armas carregadas em casa;
- Nunca deixe as munições junto à arma. Guarde-as em local seguro e inacessível às crianças.
Outros riscos
- Nunca deixe bebidas alcoólicas ao alcance de crianças;
- Procure ajuda médica, se o seu filho engolir uma substância não alimentar;
- Anote os números dos telefones do seu pediatra, do hospital, dos centros de envenenamento e de outros centros de ajuda em local bem visível (por exemplo, ao pé do telefone);
- Leia atentamente os rótulos das embalagens antes de usar qualquer produto;
- Ensine as crianças a não aceitarem bebidas, comida, doces que lhes sejam oferecidos por adultos que não conhecem;
- Não deixe que crianças com idade inferior a 10 anos andem sozinhas de elevador.
Prevenir acidentes domésticos envolvendo bebês
Cuidados com potenciais quedas
- Nunca deixe o bebê ou a criança sozinha em cima de uma cama, bancada ou móvel onde muda as fraldas e a roupa;
- Tenha as fraldas, as toalhinhas de limpeza e os cremes necessários sempre à mão;
- Prepare as roupas que lhe vai vestir com antecedência e tenha-as à mão na altura em que vai vestir a criança.
Cuidados com camas de grades
- Use cama de grades, pois evitam que o bebê ou a criança caia da cama;
- Assegure-se de que os espaços entre as barras do berço são adequados. Normalmente as grades são adaptáveis em altura, para facilitar o colocar e tirar a criança da cama;
- Não se esqueça de verificar se a grade está bem colocada depois de pôr a criança na cama;
- Tome cuidado quando a criança começar a mostrar movimentos de sentar, gatinhar ou ficar de pé; está na altura de adequar a grade, se for o caso, às suas novas capacidades;
- Verifique se o estrado está bem seguro e que o colchão é adequado;
- Não deixe brinquedos dentro do berço ou da cama do bebê.
Cuidados com o banho
- Nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, seja qual for a circunstância. Mesmo com água rasa é perigoso. Uns segundos bastam para que se afogue;
- Verifique a temperatura da água com um termômetro ou com o seu cotovelo, para evitar queimar a criança se a água estiver demasiado quente;
- Use tapetes ou formas antiderrapantes na banheira.
Cuidados com brinquedos
- Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para não poderem ser engolidos e suficientemente resistentes para não lascarem ou partirem;
- Verifique os rótulos e etiquetas dos brinquedos para saber quais os materiais de que são feitos, evitando, por exemplo, o risco de alergias;
- Os brinquedos não devem ter arestas ou ser pontiagudos;
- Compre brinquedos adequados à idade da criança e verifique se os oferecidos também são apropriados.
Outros riscos
- Sacos plásticos, fios de telefone soltos, almofadas e travesseiros altos e fofos podem asfixiar ou estrangular;
- Não permita que a criança mastigue pastilhas elásticas;
- Não ponha cordões à volta do pescoço da criança para segurar as chupetas;
- Não permita que a criança brinque com objetos pequenos que possa engolir;
- Não beba líquidos quentes com o seu filho no colo. Mantenha os líquidos quentes (café, chá, etc.) fora do alcance dele;
- Proteja os cantos das mesas e de outros móveis que possam significar perigo para o bebê.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Dicas para lidar com adolescentes, especialmente aos mestres!
Cada atitude pede uma solução
Você evita prejudicar suas aulas quando lida adequadamente com reações típicas da adolescência.
Desinteresse O jovem está mais preocupado com a roupa que vai usar do que com os presidentes da época da ditadura. Tente saber o que passa pela cabeça dele e contemple em suas aulas as dúvidas que traz sobre sexualidade, por exemplo, por meio de dinâmicas, pesquisas ou debates. Para não expor ninguém, procure ter conversas particulares. O estudante precisa sentir que a escola satisfaz suas expectativas.
Agressividade Vandalismo e agressões verbais e físicas, por exemplo, podem ser resposta do jovem ao mundo que o cerca. Cobranças por bom desempenho escolar e por atitudes maduras geram ansiedade e reações inadequadas, já que ele não se sente apto a atender às expectativas. Procure saber como é o relacionamento do aluno com os pais e que idéia faz de si mesmo e de seu futuro. Se ele encontrar na escola um local para expressar seus pensamentos e descobrir suas aptidões, o nível de ansiedade e a agressividade diminuem.
Arrogância O adolescente acha que pode tudo. A idéia de que está sempre certo faz com que ele desdenhe do que é dito ou imposto. Em vez de responder à altura, uma boa solução é questioná-lo. Peça que explique o que tem em mente e pergunte porque usou aquele tom de voz. Para responder, ele vai formular melhor os argumentos. Pode ser que reconheça o erro, mas, mesmo se ele mantiver o que disse, já terá ao menos aprendido a se expressar de forma educada.
Rebeldia Você sugere à turma a apresentação oral de um conteúdo estudado. Responder com um baita "Ah, não!" geralmente é a primeira reação. Os motivos podem ser insegurança ou mesmo uma forma de se auto-afirmar frente aos colegas. O problema é quando a negação vem de forma brusca. O melhor a fazer, nesse caso, é não entrar no embate já que o jovem testa os mais velhos para ver até onde pode ir. Ao falar o que é necessário e deixar claro o papel de cada um, você conquista o respeito deles pelo bom exemplo.
Resistência O jovem quer experimentar tudo, viver tudo, saber de tudo. Só que tem sempre um adulto dizendo o que ele não pode fazer. Mesmo que essas sejam orientações sensatas, é preciso compreender que sensatez ainda não é uma qualidade que eles valorizam. O adulto é quem impede as coisas que dão prazer. Por isso a resistência ao que vem do professor ou dos pais (e nisso se inclui o conteúdo escolar). Antes de começar a aula, por que não bater um papo rápido sobre algo que interessa à moçada? Aberto o espaço, os jovens baixam a guarda e percebem que para tudo tem hora.
Você evita prejudicar suas aulas quando lida adequadamente com reações típicas da adolescência.
Desinteresse O jovem está mais preocupado com a roupa que vai usar do que com os presidentes da época da ditadura. Tente saber o que passa pela cabeça dele e contemple em suas aulas as dúvidas que traz sobre sexualidade, por exemplo, por meio de dinâmicas, pesquisas ou debates. Para não expor ninguém, procure ter conversas particulares. O estudante precisa sentir que a escola satisfaz suas expectativas.
Agressividade Vandalismo e agressões verbais e físicas, por exemplo, podem ser resposta do jovem ao mundo que o cerca. Cobranças por bom desempenho escolar e por atitudes maduras geram ansiedade e reações inadequadas, já que ele não se sente apto a atender às expectativas. Procure saber como é o relacionamento do aluno com os pais e que idéia faz de si mesmo e de seu futuro. Se ele encontrar na escola um local para expressar seus pensamentos e descobrir suas aptidões, o nível de ansiedade e a agressividade diminuem.
Arrogância O adolescente acha que pode tudo. A idéia de que está sempre certo faz com que ele desdenhe do que é dito ou imposto. Em vez de responder à altura, uma boa solução é questioná-lo. Peça que explique o que tem em mente e pergunte porque usou aquele tom de voz. Para responder, ele vai formular melhor os argumentos. Pode ser que reconheça o erro, mas, mesmo se ele mantiver o que disse, já terá ao menos aprendido a se expressar de forma educada.
Rebeldia Você sugere à turma a apresentação oral de um conteúdo estudado. Responder com um baita "Ah, não!" geralmente é a primeira reação. Os motivos podem ser insegurança ou mesmo uma forma de se auto-afirmar frente aos colegas. O problema é quando a negação vem de forma brusca. O melhor a fazer, nesse caso, é não entrar no embate já que o jovem testa os mais velhos para ver até onde pode ir. Ao falar o que é necessário e deixar claro o papel de cada um, você conquista o respeito deles pelo bom exemplo.
Resistência O jovem quer experimentar tudo, viver tudo, saber de tudo. Só que tem sempre um adulto dizendo o que ele não pode fazer. Mesmo que essas sejam orientações sensatas, é preciso compreender que sensatez ainda não é uma qualidade que eles valorizam. O adulto é quem impede as coisas que dão prazer. Por isso a resistência ao que vem do professor ou dos pais (e nisso se inclui o conteúdo escolar). Antes de começar a aula, por que não bater um papo rápido sobre algo que interessa à moçada? Aberto o espaço, os jovens baixam a guarda e percebem que para tudo tem hora.
A neurologia explica
Tudo o que pode parecer estranho no comportamento dos adolescentes tem explicação neurológica. A falta de interesse pelas aulas, por exemplo, é conseqüência de uma revolução nas sinapses (conexões entre as células cerebrais os neurônios). Nessa etapa da vida, uma série de alterações ocorre nas estruturas mentais do córtex pré-frontal área responsável pelo planejamento de longo prazo e pelo controle das emoções , daí a explicação para ações intempestivas e às vezes irresponsáveis.
Por volta dos 12 ou 13 anos, o cérebro entra num processo de reconstrução. "É o que eu chamo de 'poda' das sinapses para que outras novas ocupem o seu lugar", afirma o psiquiatra Jorge Alberto da Costa e Silva, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que estuda essas alterações na Escola Médica de Nova York. Segundo Silva, o cérebro faz uma limpeza de conexões que não têm mais utilidade como as que surgiram para que a criança aprendesse a andar ou a falar, por exemplo e abre espaço a novas.
Grosso modo, funciona assim: quanto mais são usadas, mais as conexões se desenvolvem e amadurecem. Imagine que para tocar um instrumento o indivíduo necessite de algumas sinapses. Quanto mais ele pratica, mais "fortes" ficam as conexões. Se não são usadas, elas ficam lá só ocupando espaço e são descartadas na adolescência. Ao mesmo tempo, o que a pessoa aprende nesse período fica para a vida inteira.
Esse intenso processo de monta e desmonta remodela toda a estrutura básica cerebral. Por isso, afeta "desde a lógica e a linguagem até os impulsos e a intuição", explica a jornalista Barbara Strauch, editora de medicina do jornal norte-americano The New York Times e autora do livro Como Entender a Cabeça dos Adolescentes, que apresenta as últimas pesquisas sobre o assunto.
Giovana Girardi
Tudo o que pode parecer estranho no comportamento dos adolescentes tem explicação neurológica. A falta de interesse pelas aulas, por exemplo, é conseqüência de uma revolução nas sinapses (conexões entre as células cerebrais os neurônios). Nessa etapa da vida, uma série de alterações ocorre nas estruturas mentais do córtex pré-frontal área responsável pelo planejamento de longo prazo e pelo controle das emoções , daí a explicação para ações intempestivas e às vezes irresponsáveis.
Por volta dos 12 ou 13 anos, o cérebro entra num processo de reconstrução. "É o que eu chamo de 'poda' das sinapses para que outras novas ocupem o seu lugar", afirma o psiquiatra Jorge Alberto da Costa e Silva, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que estuda essas alterações na Escola Médica de Nova York. Segundo Silva, o cérebro faz uma limpeza de conexões que não têm mais utilidade como as que surgiram para que a criança aprendesse a andar ou a falar, por exemplo e abre espaço a novas.
Grosso modo, funciona assim: quanto mais são usadas, mais as conexões se desenvolvem e amadurecem. Imagine que para tocar um instrumento o indivíduo necessite de algumas sinapses. Quanto mais ele pratica, mais "fortes" ficam as conexões. Se não são usadas, elas ficam lá só ocupando espaço e são descartadas na adolescência. Ao mesmo tempo, o que a pessoa aprende nesse período fica para a vida inteira.
Esse intenso processo de monta e desmonta remodela toda a estrutura básica cerebral. Por isso, afeta "desde a lógica e a linguagem até os impulsos e a intuição", explica a jornalista Barbara Strauch, editora de medicina do jornal norte-americano The New York Times e autora do livro Como Entender a Cabeça dos Adolescentes, que apresenta as últimas pesquisas sobre o assunto.
Giovana Girardi
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Diplomação do Conselho Tutelar de Gravataí
Ontem foi um dia especial para nós conselheiros tutelares eleitos, pois fomos diplomados perante nossa família, amigos e apoiadores. Agradeço a presença de todos, em especial ao meu marido, filhos e mãe, que foram meus maiores incentivadores. Também agradeço ao Vereador Marcio Souza pela coordenação da campanha.
Estou muito feliz, obrigada a todos!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Conselheiros tutelares eleitos serão diplomados na próxima terça-feira (27)
Na próxima terça-feira (27), às 20 horas, ocorre a cerimônia de diplomação dos conselheiros titulares e suplentes eleitos para o Conselho Tutelar de Gravataí, no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores. No evento, os conselheiros que cumprirão mandato de três anos receberão os certificados. A posse será no mês de janeiro. Estarei trabalhando no Conselho Tutelar Leste.
Conselho Tutelar
Gravataí possui dois conselhos tutelares desde 2008, cada um composto por cinco membros titulares e cinco suplentes com mandato de três anos. O Conselho Tutelar é o órgão responsável por fiscalizar se os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estão sendo cumpridos. Os conselheiros eleitos terão a função de fazer valer esses direitos e dar os encaminhamentos necessários para a solução dos problemas referentes à infância e adolescência.
O Conselho Tutelar Leste fica localizado na rua Irmão Geraldo, 141, 3º andar, Centro, em frente ao Fórum e o Conselho Tutelar Oeste na avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira, nº 3775, na parada 71. Podem ser encaminhados para o Conselho Tutelar casos de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão que tenham como vítimas crianças ou adolescentes.
Conselho Tutelar
Gravataí possui dois conselhos tutelares desde 2008, cada um composto por cinco membros titulares e cinco suplentes com mandato de três anos. O Conselho Tutelar é o órgão responsável por fiscalizar se os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estão sendo cumpridos. Os conselheiros eleitos terão a função de fazer valer esses direitos e dar os encaminhamentos necessários para a solução dos problemas referentes à infância e adolescência.
O Conselho Tutelar Leste fica localizado na rua Irmão Geraldo, 141, 3º andar, Centro, em frente ao Fórum e o Conselho Tutelar Oeste na avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira, nº 3775, na parada 71. Podem ser encaminhados para o Conselho Tutelar casos de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão que tenham como vítimas crianças ou adolescentes.
Assinar:
Postagens (Atom)




